segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Que os dias...

...sejam muito felizes!
Hoje o dia pede um post de alegria. =)

Todo dia a insônia me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita
Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora 'vão bora'
Estamos meu bem por um triz pro dia nascer feliz
O mundo acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar e a gente dormir
Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga uma hora aqui, a outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar e a gente dormir

sábado, 26 de junho de 2010

Manias

"Você é cheia das manias!"Mania de doce, refrigerante, morder o cantinho do polegar.
De fazer a unha e arrancar o esmalte, mexer na orelha, de prender o cabelo.
De ballet, filmes, seriados e de dormir. De adorar o céu.De ouvir música e dançar fingindo que não tem ninguém olhando.
De rabiscar o bloquinho do telefone, escrever quando eu quero gritar, morder a tampa da caneta.
De começar a fazer 300 mil coisas ao mesmo tempo e não acabar nenhuma delas.
Mania de ficar brava quando tenho saudades, de abraçar os queridos o tempo todo.
De, sem sucesso, tentar controlar os ciúmes. De fotografias.
De não conseguir não ser transparente, sentir medo de tudo e o tempo todo.
Mania de perder a fé na humanidade, me revoltar com o mundo.
De ser hostil quando acho que devo. Sem sutilidades.
De chorar quando tomo uma bronca, fico com vergonha ou sinto raiva.
De querer ser melhor. Rir de coisas idiotas, chorar também de dar risada.
De mostrar a língua, de querer ser criança.
Mania de bolinhas, de coisas coloridas e de combinar cores.
De estabelecer carinho à la Dr. House, de fazer analogias à seriados.
De relacionar músicas com tudo, de repetir falas de filmes, de irritar minha irmã.
De achar meu irmão lindo, de achar todas as crianças do mundo fofas e nenéns.
De chamar pessoas crescidas de nenéns quando as acho fofas.
De ficar ansiosa, de ficar animada, de estar hiperativa.
Mania de auto-rotulação e de complexos de feiura e de gordura.
De cantar bem alto, de ficar quieta quando fico desconfortável.
De rir de mim mesma, xingar meu joelho, me adaptar à minha altura e ao tamanho dos peitos.
De analisar as pessoas, de pedir desculpas, de esquecer porque eu tava brava.
Mania de ter muitas manias.

"Se quer tamanho, eu vou despir a alma e afogar a calma..."

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Relações Sociais...

...são extremamente difíceis.
Gostar das pessoas é mais difícil ainda.




Pronto, cabou.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Com Carinho


"De todo o amor que eu tenho, Metade foi tu que me deu.
Salvando minh`alma da vida
, Sorrindo e fazendo o meu eu.
Se queres partir, ir embora
, Me olha da onde estiver.
Que eu vou te mostrar que eu to pronta,
Me colha madura do pé
.
Salve, salve essa nega,
Que axé ela tem!
Te carrego no colo e te dou minha mão.
Minha vida depende só do teu encanto
.
Cila, pode ir tranquila
, Teu rebanho tá pronto.
Teu olho que brilha e não pára
...
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha.
Neguinha, te encontro na fé
!
Me mostre um caminho agora
, Um jeito de estar sem você.
O apego não quer ir embora
, Diaxo, ele tem que querer!
Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
!
Vai chegar a rainha
, Precisando dormir.
Quando ela chegar
, Tu me faça um favor.
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for!
O fardo pesado que levas
Deságua na força que tens.
Teu lar é no reino divino
, Limpinho cheirando alecrim."
Maria Gadú

http://www.youtube.com/watch?v=xKSHRlSnc4M

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Funkeiros de Busão

Como se não fosse suficiente aguentar os pisões de pé, apertos, cotoveladas nas costelas, os "passinhos pra lá" e o sono matinal, agora surge a mais nova irritação do dia-a-dia de quem não tem dinheiro pra ter um carro: os funkeiros de busão.
Vamos à la Jack, o Estripador entender por partes.

O Funk
Segundo a tão amada wikipedia, o Funk é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido a partir de meados dos anos 60, a partir de uma mistura de soul music, soul jazz, rock psicodélico e R&B.
Uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas e principalmente dançante. Funk era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades.
Nos anos 80 o funk tradicional perdeu um pouco da popularidade nos EUA, à medida em que as bandas se tornavam mais comerciais e a música mais eletrônica. Seus derivados, o rap e o hip hop, porém, começaram a se espalhar. A partir do final dos anos 80, com a disseminação dos samplers, partes de antigos sucessos de funk (principalmente dos vocais de James Brown) começaram a ser copiados para outras músicas pelo novo fenômeno das pistas de dança, a house music.
Os anos 80 viram também surgir o chamado funk-metal (também conhecido como funk rock), uma fusão entre guitarras distorcidas de heavy-metal ou rock e a batida do funk, em grupos como Red Hot Chili Peppers (rock) e Faith No More (metal).

Até aí, tudo bem, certo?! O funk é formado por bons músicos, criatividade, alma e história. De se impressionar. Até agora.
O novo estilo musical referente à minha revolta, que porcamente é chamado de funk devido às constantes mudanças no estilo, é um pouco diferente desse tão apaixonante que eu acabo de falar.
Ainda segundo a wikipedia, a partir da década de 80, os bailes funks no Rio de Janeiro (obviamente) começaram a ser influenciados por um novo ritmo, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas.
Ao longo da nacionalização do funk, os bailes - até então, realizados nos clubes dos bairros das periferias da capital e região metropolitana - expandiram-se céu aberto, nas ruas, onde as equipes rivais se enfrentavam disputando quem tinha a aparelhagem mais potente, o grupo mais fiel e o melhor DJ. (Claro. Quem nunca riu desses caras na praia?!)
Até aí, quase que tudo bem. A princípio as músicas abordavam a pobreza e a violência: cotidiano. E as grandes estrelas ainda eram Claudinho e Bochecha, não Mc Créu e Tati Quebra Barraco.
Saindo das favelas em direção à cidade, o funk conseguiu mascarar seu ritmo, mostrando-se mais parecido com um rap americano e integrou-se um pouco mais às classes cariocas (infelizmente). Algumas letras eróticas e de duplo sentido normalmente desvalorizando o gênero feminino também revelam uma não originalidade em copiar de outros estilos musicais populares no Brasil como o axé e o forró. (Que, por sinal, têm uma história bem válida, sem ironias.)
O funk carioca é geralmente criticado por ser pobre em criatividade, por muitas vezes apresentar uma linguagem obscena e vulgar apelando para letras obscenas, com apologia ao crime, drogas e tráfico, e à sexualidade exarcebada, para fazer sucesso. (Quase não consigo entender por quê... ¬¬')
É nessa hora que aparecem as nossas estrelas: Mc Créu, Tati Quebra Barraco, Gaiola das Popozudas... e por aí vai.

Bom, e daí surgem os queridíssimos já falados funkeiros de busão.

Quem são eles?
Primeiramente, encontramos os excelentíssimos senhores que fazem o favor de produzir tal estilo musical (o funk - originalmente - carioca). Ao fazê-lo, nos perguntamos: "o que esse cara tem na cabeça?", e rapidamente chegamos à resposta: merda.
Em paralelo, a tecnologia cresce a cada dia que passa, principalmente no quesito CELULAR. Hoje em dia, ter um celular com câmera e tocador de MP3 não é mais luxo. Isso significa que dá pra escutar músicas em alto e bom som pelo celular. Legal, né?
Aí, encontramos os fãs do tal estilo "musical". Ok, vá lá. O que seria do amarelo se todos gostassem do azul?

Construindo a relação:
funk carioca + gosto pessoal (fazer o que?) + celular com MP3 = funkeiros de busão
Deu pra entender como a coisa funciona?
Por isso que não se pode reclamar: tem sempre um jeito de piorar.
O mais impressionante é que esse pessoal DESCONHECE o fone de ouvido! Além de ser proibido o uso de aparelhos sonoros dentro do ônibus (e desconsiderando o fato da fiscalização no Brasil ser Ó-TE-MA), é falta de bom senso obrigar um ônibus cheio inteiro a ouvir tal diarreia mental.

O resultado do aparecimento dessa nova tribo -os "sem fones de ouvido" - é passar 50 minutos, no trânsito matinal da Avenida Paulista, ao doce som de Relaxa na Pica, Senta que é de Menta e Academia do Mc Créu. Adorável, não? Não.

Fica a minha indignação e um recado para os funkeiros de busão: ouçam o que quiserem, mas POR FAVOR, comprem fones de ouvido. O mundo implora! MESMO.

Um beijomeliga com muita música decente!
Namastê.
(e sem fotos por hoje. Nenhuma foto combinou com a minha indignação. Hahahaha)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Porra-louquices do dia-a-dia - O Retorno!

"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Vinicius de Moraes

Agora matar as saudades ficou muito mais fácil.
Te amo, Pahzinha.
(e a felicidade é incabível)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Hakuna Matata

Hakuna Matata
What a wonderful phrase
Hakuna Matata!
Ain't no passing crazy

It means no worries
For the rest of your days
It's our problem-free philosophy
Hakuna Matata!

E é isso aí. A lição que aprendemos hoje é que não importa que você não tenha comido nada o dia todo por causa de uma amidalite de duas semanas, amanhã pode ser muuuuuuuuito pior.
Por isso, a melhor solução é no-worries e fazer o dia valer alguma coisinha que seja. No dia seguinte acordar, respirar fundo, contar até dez e mandar um beijomeliga pro mundo!

Criar uma problem-free philosophy. Tem coisa mais inteligente? Walt Disney devia viver eternamente #FATO.

Bom, pra quem fica, um abraço excessivamente apertado.
Pra quem já foi, um beeeijomeliga!
E vamos filosofar porque não tem nada melhor pra fazer. :)