terça-feira, 13 de abril de 2010

Quatro lições



Quebre regras, perdoe rapidamente, beije lentamente e ame de verdade.






~> feliz dia do beijo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Divagações


Uma coisa é fato: sensações são bizarras. Descrevê-las é mais bizarro ainda.
Como descrever as "borboletas no estômago" da ansiedade? Como quando vou entrar no palco. Tudo pronto: cabelo, maquiagem, fantasia, sapatilhas, coreografia... auto controle? Não, esse aí só aparece depois de dançar. Primeiro vai deixar geral nervoso, roendo as unhas e ofegante pra voltar ao normal. Que beleza! Mas até que essa sensação de friozinho na barriga não é a pior. A angústia e a raiva, por exemplo, são bem piores.
Aquela dor sem explicação de 'batata na garganta' provavelmente é a pior sensação de todas. Aquela coisa de querer pular no pescoço de cada um que te faz mal, aquela horrível coisa de não poder fazer isso. Novamente, QUE BELEZA!
Mas em compensação... nada melhor que aquela sensação de quando os planos dão certo. Ou a de um abraço certamente sincero, uma respiração que tira todos os babados ruins do dia, aquela espriguiçada antes de dormir... dançar o dia todo, desafiar-se, tomar um passe, deitar no travesseiro afofado, chorar de dar risada, tomar um café gostoso com direito à pão de queijo, realizar um sonho, dançar, conversar com pessoas especiais, estar determinado, soneca da tarde, primeiro gole de um copo de cerveja gelada, apertar a tampa de refrigerante de fast food...
Cada vivência faz com que sejamos pessoas diferentes. Cada um com suas paixões, acredito que é isso que forma uma personalidade.

Deixo o resto a ser (lindamente) interpretado por Pink Floyd, e os créditos à Bernardo, que me cedeu algumas de suas sensações prediletas (algumas desnecessárias mas ainda vale, e ainda gosto muito de você. Não se ofenda, seu faggot.)

Namastê!
beijosmeliga;*

http://www.youtube.com/watch?v=9v3JaCYFNzs&NR=1
ASSISTAM. Mesmo, vale a pena. Minha dica: deixe carregar antes e faça jus ao que você escuta.


Breathe, breathe in the air.
Don't be afraid to care.
Leave but don't leave me.
Look around and choose your own ground.

Long you live and high you fly
And smiles you'll give and tears you'll cry
And all you touch and all you see
Is all your life will ever be.

Run, rabbit run.
Dig that hole, forget the sun,
And when at last the work is done
Don't sit down it's time to dig another one.

For long you live and high you fly
But only if you ride the tide
And balanced on the biggest wave
You race towards an early grave.

sábado, 3 de abril de 2010

felicidade, paixão, desafio e realização.



E enfim chega o brinquedinho novo! Canon EOS Rebel XS, acompanhada de um sonho realizado :D
A felicidade é fora de contexto, como vocês devem imaginar.
BOM, a partir de agora todos os posts serão ilustrados, não é lindo? *_*

A felicidade é muito maior que a criatividade. Por enquanto ainda estou abobada e desacreditando... Por isso é provável que o que será escrito aqui não saia lá essas coisas.

Hoje resolvi que o tema vai ser a dança. Mais especificamente, o ballet. De cara, posso dizer que é uma arte que contraria as leis da física. Uma arte que, quando bem feita, tira o fôlego de qualquer um. Para quem dança ou não, o ballet nunca deixa de impressionar.
Tamanha perfeição em cada partezinha do corpo, cada milímetro da ponta do pé, cada vértebra, cada respiração! Quanta força! E ao mesmo tempo, uma leveza sem tamanho e definitivamente sem explicação. Sem contar a sensibilidade: quem dança está sujeito a sentir dores de alongamento, musculares, de bolhas estouradas fazendo cara de triste, feliz, assustado... ou o que a música pedir.
Toda essa perfeição vem de muitos bailarinos do passado, que se sujeitaram a ficar tortos, doloridos e operados, a troco de ensinar lições de movimento para nada impedir o caminho de futuros bailarinos. Descobriram da pior forma que algum movimento não era certo, e assim foram elaborando um passo de cada vez.
O ballet é a dança mais estudada. É a dança que é base para todas as outras. É a dança que mais tem fundamento.
Ballet é superação. É desafio. É alma! É perfeccionismo, emoção, sentimento...
Faço ballet porque me desafia. A cada movimento realizado, me sinto mais desafiada. Sempre há uma busca pelo melhor que eu posso fazer, pelo melhor que eu posso dar de mim, pela melhor força de vontade que eu tiver e pelo maior apoio que as pessoas ao redor dão, tanto nas fases boas quanto ruins.
É o meu escape da rotina. Mesmo depois de todos esses anos, nunca realmente se tornou uma rotina enjoativa, porque sempre muda alguma coisa, e a dificuldade é cada vez maior, aumentando assim o desafio.
É uma busca eterna pelo melhor de si mesmo.
"Danço para viver. Vivo para dançar."


Acho que deu pra mostrar meu ponto.
Namastê.



Bailarina das fotos: Paloma Herrera